Novidade: Jornalismo no blog

Estou de volta pra postar! Hoje vim com uma novidade... Esse foi meu primeiro texto para a faculdade, de Jornalismo... Nem me formei ainda, e já estou na típica correria dos jornalistas! Bom, vamos ao texto? Espero que vocês gostem!

De um coração jornalista...

É como quando a velha ampulheta se quebra. As vãs tentativas de conter a areia que talvez sejam uma forma de tentar reaproveitar o tempo perdido não são nada além disso: vagas e vãs. Mas é também enquanto a areia fina escorre por entre seus dedos que é capaz de se aperceber da verdadeira essência do tempo, de sua verdadeira vida que se escondeu sob uma rotina frívola, em que só se dá atenção à aparência da ferida, mas nunca à dor que a causou.

E é assim que aprendemos a perceber o mundo: compramos um livro pelos grafismos que preenchem a capa, temos curiosidade de folhear uma revista pelas roupas coloridas da modelo bonita que está atuando na tevê. Aprendemos assim, e mais pra frente nos repudiam por isso, dizendo que ter atitudes assim é errado. É errado julgar sem conhecer, mas não é errado (e menos ainda proibido) olhar, um olhar que promana ao ser o desejo pela descoberta.

Essa parece ser a principal proposta do jornalismo visual: arte gráfica por arte filosófica. A relação jornalista visual - leitor observador é mutualista, um auxílio para uma redescoberta que, anteriormente, insistia em ser uma ruptura, uma quebra brusca de um paradigma imposto pela sociedade. E será exatamente esse recriar de ideias antigas que dará nova alma ao produto jornalístico: o jornal lhe oferece as cores vivas em troca do entusiasmo, lhe borda as letras garrafais por título para fisgar seus pensamentos pelo primeiro olhar.

O olhar modifica o que a palavra explica. Ninguém lança olhares em direção à notícia procurando por "mais do mesmo". Cada um que for fisgado por sua imagem será convidado a buscar um conceito diferente dentro da mesma estrutura, que se deixou prender os quadros coloridos que separam partes de matérias umas das outras.

A linha que separa as colunas em uma matéria jornalística, estando em circulação, deixa de ser somente um grafismo para se tornar uma introspecção na vida daquele que a lê. De alguma forma, tudo o que merece virar notícia jornalística tem um peso na rotina de cada um de nós, mesmo que ele seja diferente, por que é assim que deve ser... A fina linha tênue é apenas o que separa aquele que apenas lê o fato daquele que o vive, antes que se crie uma miscelânea de vidas, e tudo seja apenas um.

Se retira a linha, se suaviza, se vitimiza, se martiriza, se comove, se emociona, se move. Se move para deixar o seu olhar encaixado ao olhar do outro. A proposta principal não é desenhar novos layouts nem trocar as cores mais frias por outras mais vivas e quentes. A proposta que um jornalista tem é de, nada mais, decifrar o texto que está desenhado no olhar de cada indivíduo que se relaciona com a mídia através de seu fantástico universo particular.

4 comentários:

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    1. Obrigada Dé! Você é muito importante aqui... Bjo

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  2. Menina, Você cresceu muitooooooooooooooooo! Amei o seu blog e mais ainda saber que vc está no jornalismo. Parabéns! bjuss da colega poeta Gelza Reis Cristo

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    1. Muito obrigada pela visita e principalmente pelo comentário! Fico muito feliz por isso, de verdade! Beijo grande!

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