De mim, e de um nós que engloba todo mundo

Sou feita de cantos. De extremos conectados, das melodias bonitas que acompanham a voz. Feita de tudo o que ouço por aí, de tudo o que eu vivo, de tudo o que eu acordo e custo a acreditar que não era verdade. Eu sou feita de olhares que eu vejo, sou feita dos olhares com que me olham.

Não é fácil se construir num mundo onde sempre perdem peças do quebra-cabeças. Onde a única coisa fácil é desistir. Eu sou feita, também, de não gostar desse tipo de facilidade. Acho que desistir é uma perda de tempo, sinceramente.

Se for pra perder, se perca logo de uma vez. Todo mundo se perde na vida, e talvez seja aí que se ache, que olhe mais pra dentro de si, que procure as melhores coisas que o mundo pode ver. É preciso viver um pouco de opostos, é preciso perder para encontrar.

É preciso encontrar. Encontrar algo em comum com alguém, conversar, trocar ideias, e modificá-las. É preciso entender as várias faces, ouvir, questionar, propor, discutir. É preciso alegrar-se com o que seja comum a dois, a três, e a milhares também, mas a surpresa do diferente também é necessária. Ela te faz pensar, te faz viver, te faz completar. Mas, pelo menos por uma vez que seja, é preciso ter um espaço para ser completo.

É infinito. Você tem o espaço que quiser. Você o conquista. Você conquista o lugar novo que visitou, você conquista a fotografia nova do álbum, você conquista uma mudança de opinião, você conquista pessoas que concordam com você, pessoas que te gostem, valorizem, que te apoiem, e as que te empurrem ao chão também. As que te deixam lá, que passam por você sem te perceber, essas você também conquista.

Você conquista as coisas que te cercam, as melodias que você ouve, os teus próprios cantos e limites. O que você faz com suas conquistas é o que realmente está em jogo, é o que interessa. O que você faz quando se perde? Quais caminhos você conquistou pra poder seguir? O que faz quando encontra alguém que te agrada? O que você fez antes pra conquistar esse alguém no teu caminho? O que faz quando descobre as igualdades? E as diferenças? O que você faz com o teu espaço? Onde você cola a fotografia? O que você diz pra quem te apoia? Você sorri pra quem te deixa?

Você deixa? Você se deixa? Se permite? Tantas perguntas. Talvez nenhuma delas tenha resposta. Talvez você esteja pensando no que responder. Talvez já tenha respondido e tenha sido fácil. Ou não. A verdade é que, de todas essas perguntas, só há uma que realmente importa: o que te faz?


PS: Quando terminei de escrever esse texto, na madrugada de ontem pra hoje, achei esse vídeo no Coisas Afins, da Ana Luiza, e achei que tinha tudo a ver com o que escrevi, com as conquistas e os preenchimentos que cada um pode fazer de si mesmo.


Larissa Mariano


2 comentários:

  1. Ahahah..texto lindo e profundo...
    O video?? ah o video....
    pura emoção....
    puro exemplo..de determinação e vida...
    E a pergunta é..o que te faz???
    Lembro da propaganda do pao de açucar..o que te faz feliz....
    E a resposta é....cada um tem a sua....
    A minha é..lutar e vencer....

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    1. Isso mesmo, Dé! Ser determinado é ponto chave pra lutar e vencer na vida, pro sucesso genuíno! Continue assim hoje e sempre!!

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