Aprendiz da vida: jornalista

Aspirante a jornalista, futura jornalista, jornalista. Não sei em qual destas "classificações" eu me encaixaria. Talvez em todas. Talvez porque seja isso que eu escolhi para a minha vida há 10 anos atrás e não me arrependo um segundo sequer desta opção. E é isso que venho fazer mais uma vez neste blog. Mostrar a vocês o que venho aprendendo com a vida. A vida de outras pessoas.

Então, aí vai a matéria que chegou até mim de um jeito muito corriqueiro, conversando sobre comunicação alternativa. Eis o resultado

TECNOLOGIA

Tecnologia é aliada no tratamento da fala para deficientes

O uso de tablets pode reinserir o paciente na sociedade
Por Larissa Mariano

Mãe (à esq.) e educadora (à dir.) trabalham juntas pelo desenvolvimento de Manuela 
Foto: Arquivo pessoal
Com a expansão da tecnologia, pessoas com deficiências graves e que afetem sua comunicação têm encontrado opções para driblar as dificuldades e o preconceito. Através de aplicativos desenvolvidos em conjunto com fonoaudiólogos e especialistas, quem perdeu ou não tem a capacidade da fala pode expressar-se ao toque da tela de um tablet.  

Nos programas disponíveis, o deficiente consegue atingir um nível de comunicação normal e pode, com os comandos diretamente na tela, apontar imagens e desenhos que descrevam o dia, os desejos que tem e até mesmo escrever palavras como forma de iniciar diálogos, o que facilita a interação com as demais pessoas ao redor.

É o caso relatado por Lauristela Guimarães, que é mãe de Manuela, 28, portadora de paralisia cerebral. As complicações no parto se manifestaram no físico e também na área da fala da menina, que possui uma idade mental entre 10 e 12 anos. “Ela aprendeu sozinha a mexer no tablet. Começou com os celulares dos irmãos. Ela não fala, mas observava o movimento e era capaz de reproduzir quando pegava os aparelhos. O fato de ela memorizar e treinar os movimentos que ensinaram apenas uma vez, faz com que ela seja comparada à uma pessoa com toda a normalidade em se comunicar”, conta.

Na opinião de profissionais, esta forma de se comunicar com auxílio da tecnologia é exatamente a busca pela reinserção no convívio normal que a pessoa com deficiência muitas vezes perde em algum momento ou busca adquirir, como Manuela. “Observo em minha prática com os aplicativos uma melhora significativa na velocidade da comunicação, favorecendo o contato com o outro e incluindo o paciente na sociedade novamente”, comenta a fonoaudióloga Thaís Mastine.

Para Louriza Boabaid, que é amiga da família e professora, o tablet na vida de Manuela pode ser utilizado até mesmo como ferramenta de alfabetização. “Como ela consegue lidar muito bem com o tablet e consegue fazer muitas associações, identificar elementos, sugeri que este fosse um recurso para alfabetizá-la”, diz.

“A deficiência não afeta o comprometimento da Manuela. Para ela, o tablet é a forma que encontra pra dizer: eu quero e, se eu quero, eu posso. Se eu posso, eu faço. É sua independência”, finaliza Lauristela.

4 comentários:

  1. Que linda reportagem e que linda superação da Manuela. Parabens a todos! E obrigada, Larissa por nos trazer tantas coisas boas. Vc é especial!

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    1. Danielle, agradeço de coração pelos elogios! Cada reportagem que faço é um conhecimento que tenho e procuro não deixá-lo oculto. Quero que, com o jornalismo, todos saibam aquilo que eu pude aprender para colocar numa reportagem. Agradeço a você, que leu e está sendo, agora, uma nova parte dessa historia toda!

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  2. Que surpresa linda, Lari!!!! Não sabia que você estava em contato com a minha mãe, fico feliz um TANTÃO ASSIM!!!
    Super bjos
    Saudades!!!!

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    1. Alina linda!! Logo que surgiu esse tema para a reportagem, eu lembrei que na nossa conversa pra escrever a da Duda, comentamos sobre a Manuela e convidei sua mãe para, mais uma vez, fazer parte de um texto meu!! Mas estamos sempre em contato!

      Muitas saudades dessa família linda! Muitos e muitos beijos!!

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