Resenha: Água para elefantes, de Sara Gruen

Cheguei a este livro numa madrugada, quando resolvi passar por mais uma indicação da Malú, a Garota da Página ao Lado, de quem já falei aqui no blog há um tempinho. É daqueles tipos de livros em que sua mente faz conexões, começa a viver a história junto para tentar entender e, que no pontapé inicial, me fez pensar numa proposta totalmente diferente da que eu encontrei. Que bom!

Conhecia um pouco do que se passava no livro depois que lançaram o filme e, apesar de nunca tê-lo assistido, já tinha ouvido falar por aí. Num caso desses, estar mais perto da história e se deixar levar pelos detalhes que enriquecem realmente faz a diferença. É realmente como num show de circo: vários olhos dispostos a não perder um só movimento, simplesmente para que o todo fique mais emocionante.

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Sinopse: "Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.

Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.

Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais. É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.

Água para Elefantes é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.


Assim, respeitável público, eis a minha resenha de Água para elefantes, escrito por Sara Gruen.

Imensidão

Sinceramente, eu classificaria esse livro como envolvente. É um romance daqueles que te prende para saber o que vai acontecer no próximo capítulo. O cenário te transporta para um picadeiro, onde o coração é a atração principal. É ele quem perambula pelos palcos do circo da vida, quem decide onde, como e quando entrar em cena. É dele todo o espetáculo, das estrepolias de uma trapezista até os animais instintos de quando o amor entrar em cena.

Quando o coração manda, o destino acompanha. Quando os desejos são fortes e maiores, as coisas conspiram a favor desse positivo, a favor do inevitável e do conquistado. Quando o coração se apresenta, os aplausos são fervorosos. Quando chega em seu ápice de alegria, contagia rostos e almas. Quando se retira, deixa com que o público leve para casa a sensação de estar apaixonadamente encantado com seus feitos.

Quando o coração manda, não há show que se dê por encerrado. Há, em cada aplauso e encanto, as gotas de uma eternidade. Eternidade esta que durará até que não se possa contar pela exatidão do tempo, mas até que se esteja no momento de fechar as cortinas e abrir, ao mesmo tempo, o coração para um tempo individual, que cresce às almas e gostos pulsantes em cada um.

Larissa Mariano

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