Um gol à humanidade

Bluebus
Tente Outra Vez by Raul Seixas on Grooveshark

Faltou espaço, faltou divulgação, porque 29 segundos (ou 7 de exibição), não fazem jus a um projeto tão grandioso como esse. Um cientista brasileiro, que trabalha 15 anos num exoesqueleto, uma ferramenta capaz de devolver a sensação de sentir as pernas para um paraplégico. Mas é mais que isso. É devolver emoção, garra, força, é devolver capacidade!

Faltou que pudessem ter sensibilidade o suficiente para explicar um pouco mais aquele chute. Talvez alguns brasileiros (os mais atentos, leitores de notícias) já soubessem do que se tratava. Eu sabia, mas esperava por aquele momento e ele decepcionou. Os poucos segundos não mostraram o que o mundo deveria ver. Talvez não tenham alcançado em cheio os olhos de muitos, como eu acredito que deveria ser.

Entendo que seja a determinação da FIFA. Que cumpriram os padrões exigidos. Mas abriam pra mostrar o Brasil, pra chutar a Brazuca, pra emocionar com os gols da Seleção que vestia verde e amarelo. Não sou contra. Torci sim, fiquei feliz com os gols. Também não apoio toda a corrupção que tenha por trás disso, mas não sou contra aqueles que fizeram a bola balançar a rede no primeiro jogo.

Apesar de tudo, acho que foi um gol que ficou de fora das transmissões oficiais. Foi um gol de uma bola que resolveu atravessar o gramado driblando preconceitos, dificuldades, driblando o que parecia ser impossível. Foi um gol de placa, daqueles que ficam pra sempre na memória de quem esteve com a bola nos pés. Foi um gol para a humanidade ver, pra mostrar pro mundo mas que, infelizmente, teve seu grito abafado num peito onde a emoção jamais se calaria diante de tamanho avanço.

Larissa Mariano

Nenhum comentário:

Postar um comentário