Sobretudo, amor. (Nada Para Vestir, de Arlindo Grund)

Deixei para escrever esse post hoje. De todas as tentativas que fiz, nenhuma saiu completa no que eu senti há exatos 7 dias. Até agora, eu não sei se esse post chegou até aqui pelo livro ou pelo próprio Arlindo Grund - e acho inevitável que os dois sejam motivo de cada palavra. Vale resenha com muito sentimento?



Sinopse

"Mulheres versáteis precisam de um guarda-roupa versátil. Mas engana-se quem pensa que, para isso, é necessário ter um closet com incontáveis sapatos e inúmeros tipos de vestidos e bolsas. 

Em Nada para vestir, Arlindo Grund mostra que o segredo é investir em peças-chave de acordo com o estilo de cada mulher: um modelo de bolsa coringa, uma calça que combine com a forma do seu corpo, uma camisa neutra, acessórios modernos.

Com anos de experiência como personal stylist e apresentador do programa "Esquadrão da Moda" (no SBT), Arlindo lhe ajudará a valorizar seu corpo e sua aparência com o que você já tem em seu acervo, mas também dará valiosas dicas sobre as próximas peças que você deverá ter para garantir que seus looks sejam admirados desde uma reunião informal com os amigos, num evento importante do trabalho ou até naquela festa black-tie no final de semana. 

Você verá que é possível vestir-se bem e ser referência entre as amigas mesmo tendo um guarda-roupa enxuto". 


Por isso, vamos à transformação:

Sobretudo, amor

Há quase 6 anos eu recebi uma ligação em casa. Há 6 anos eu descobri que eu realmente não tinha “Nada Para Vestir”, principalmente para ir a uma gravação. E durante todos esses anos ele ainda diz: “você está linda”. E eu sigo aprendendo. Muito além de que eu tenho que abrir o guarda-roupa e escolher o look para vê-lo. Sigo aprendendo a vestir o olhar de amor antes de olhar para qualquer coisa.

Sigo aprendendo que “se vestir bem também é sinônimo de confiança”, como ele sempre diz e repete no livro - que aliás eu li inteiro como se estivesse conversando em meio aos sorrisos e olhares tão azuis que chegam a ser uma cópia fiel do céu de um dia claro. Sigo aprendendo. Sigo indo com ele: pela modelagem certa, pelo meu tipo de corpo, pelo que cai bem, pelo meu estilo, sim.

Mas eu sigo aprendendo que os sorrisos arrancados, o amor expresso no autógrafo, nas palavras, nos abraços e nas fotografias de encontros inesquecíveis também tem estilo próprio e acontece: rouba cenas. O amor é a peça fundamental.

E sabe por quê? É que sem amor a gente não vai. A gente mesmo - aquela alma feliz que precisa acordar todo dia - fica. E se fica, a gente não passa alegria. A gente não veste MESMO a cor que fica bem e nem a que ilumina o rosto. Sem amor, a gente passa. E deixa tudo pra trás.

E, sobre passar, essa fase também passa. Um dia a gente aprende que um abraço cura tudo, que uma mensagem de saudade faz valer o dia inteiro, que um olhar traduz tudo aquilo que o coração lotado grita. Um dia, com certeza, a gente aprende que a tendência, o bonito e o adequado também são expressões do mais puro amor, aquele que diz: olha, existe um tempo para se abraçar e se ver, se estudar, valorizar o que existe de bom e minimizar os defeitos, conviver com cada um deles em harmonia.

Ainda sobre abraços, anote: “a roupa certa te veste como um abraço”, ele diz. E abraço, pra mim, é a forma de conforto do amor.

Amar é abrir espaço. Para novas ideias, novos conceitos e uma vida repaginada. É também abrir o caminho para aquilo que você bem sabe: sua alma precisa de uma boa dose todos os dias, independente da ocasião. Amar é notar de longe e sorrir: mesmo em meio à multidão.

E, ao final destas páginas, deste Nada Para Vestir, concluo que o “até breve” que Arlindo escreve é um último convite: seja breve no espaço entre aprender e descobrir. Prolongue-se para o amor, que tão breve se espalha. Convide a si mesmo e, descobrirá que, ao final de tudo, sua vida estará exatamente como a minha: com todo amor do mundo, assim como ele me escreveu.

Foto: Instagram / Arquivo pessoal
Agora, quando disser que não tem “Nada Para Vestir”, não esqueça o amor. Tenho certeza de que, tanto quanto a sua imagem diz sobre você, todos percebem o quanto de sentimento você coloca naquilo que faz.

Obrigada, Arlindo amado, por me fazer voltar à minha infância e descobrir que a primeira palavra que eu aprendi a ler (e hoje leio tantas vezes nesse livro lindo), moda, também significa amor.



Com carinho - e todo amor do mundo,

Da Lari, Laricota, Laricotinha Mariquinha e todas as minhas mil faces e fases que crescem ao teu lado.


Larissa Mariano

Um comentário:

  1. Amei o texto...! Isso mesmo...faça do seu guarda roupa o seu gde aliado....peças chaves
    ..basicas...acessórios...fazem a diferença! Mas o sorriso no rosto eh essencial..o livro eh otimooo

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