cor(ação).


Foto: Arquivo pessoal

Pés no chão, asas no céu. Qual é o mais alto que se pode chegar? No meio do caminho, histórias, tentativas, erros, frustrações, acertos, sorrisos, lágrimas, felicidades completas. Plenitude. Qual a paz de sonhar acordada?

Nesse sonho, que alimentei para crescer comigo, sonhar e realizar são dois verbos de presença constante. Eu não imaginei, mas meu presente veio numa quinta-feira, há sete anos atrás. 

Eu entrei naquela passarela pra dizer: “Para tudo, Esquadrão da Moda”. Não fiz ideia naquele momento: mas foi o mundo que parou para o meu tempo de sonhar. Sonhei um autógrafo, um reencontro, um trabalho. Ganhei apoio da família, incentivo, surpresa de aniversário, presenças e um amor pra vida toda. Ganhei amigos.

Ganhei a chance de aprender, de amadurecer, de escolher o jornalismo e de amar uma área que veste a alma, veste o coração para se sentir seguro e pulsar, ainda que descompassado de emoção, num ritmo que não destoa da felicidade. 

Ganhei a oportunidade de repetir mais de mil vezes a primeira palavra que, nas histórias da minha mãe e da família toda, aparece como a primeira que eu li na vida, num outdoor, aos três anos: MODA. 

Por maior tendência nas passarelas dessa minha vida, de todas as estações possíveis, ponho o amor. Costuro, bordo, guardo com afinco. E ele me transborda, me supera, me ensina. E ele me coloca pra chorar, pra rir, pra viver o novo, aquilo que eu menos espero. 

Pra conquistar. Ganhar corações de afeição pura e eterna, doces surpresas que a vida reserva além do máximo. É que, bem de verdade, o maior dos sonhos dessa vida é o amor. Que chega oportuno, que abre caminho, que sopra bons ventos, que faz de seu rumo o eterno. 

Qual é o mais alto que se pode chegar? A gente ainda não sabe. Eu ainda não sei. É que, a cada novo acontecimento, é amar que me eleva. É amar que me leva. E eu sei que, se me falta num físico um equilíbrio, é agarrada na fé de amar sempre mais imensa e intensamente que eu me locomovo rumo ao mais alto grau de emoção possível.

Me emociono e, para alguns, falho. Se jornalistas devem ser mais frios em seus relatos, falhei. Sou coração. Daqueles que relatam tudo a partir do tanto de amor que veem numa história. Neste caso, como eu sempre agradeço por ser, a minha.

Larissa Mariano

Nenhum comentário:

Postar um comentário