em parte.

Foto: ONG Reviva

Parte. Acontece de querermos partir em busca do nosso papel, da missão que temos a cumprir. Escolhemos. E olhamos de perto, face a face, as oportunidades que nos chegam. É preciso entender que somos sim parte integrante de um todo, de uma multidão inteira que também tem seus papeis eximiamente delegados pela rotina e pelo coração.

Mas, acima de qualquer coisa, é preciso lembrar que, seja no papel físico ou no que nos chama atenção e carrega para realizarmos o trabalho, fica impresso o nosso dever. O dever que, literalmente nos chama. Nos alerta e também inflama dentro de nós. Nos preenche, atenta, modifica: o trabalho é capaz de nos tornar mais próximos daquilo que sempre buscamos: quem somos nos nossos papeis?

Somos nós, nós mesmos. Nós nos interpretamos todos os dias, mas não saímos do personagem. Convivemos com erros, acertos, tropeços e caminhadas sem interrupções. Qual o nosso papel? Se já somos tão nós, por que não ser um pouco o outro? Por que não olhar nos olhos e entender as necessidades, os anseios, os sentimentos? Por que não exercer, tão ainda dentro de nós mesmos, um papel fundamental na vida de quem se coloca em nosso caminho?

Fundamental, é essa a palavra. Porque fundamento é base, alicerce, construção. É algo que a gente aprende, que nos toca e nos faz prosseguir. Sejamos fundamentais, sempre. Que, a cada ação nova, consigamos nos perguntar: quão profundo atingi? Que a gente consiga encontrar, no fundo de cada mão estendida e de cada causa abraçada com afinco, as águas correntes da sabedoria. Que elas nos lavem das dúvidas e que, certos de cumprirmos o nosso papel, nos elevem.

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

Nenhum comentário:

Postar um comentário