bússola.

Foto: Gabriel Munhoz / ONG Reviva

Adiante. Talvez, quando a gente diga uma palavra como essa, não tenha a total noção de que ela pode — e deve — ser bússola para os nossos caminhos, orientações, destinos e também para as nossas vidas. Ir adiante, quando nos deixamos perceber, passa a significar muito mais do que, quando de início, pudemos reconhecer.

Ir adiante não é apenas estar ou dar alguns passos à frente para conhecer um futuro próximo. Ir adiante é também querer com toda força, é buscar dentro de si os recursos para evoluir. Ir adiante também é parar: é analisar as ações, é fazer algo diferente, é sair da zona de conforto, é arriscar. Ir adiante é se deparar com os seus limites mais rígidos e é, a partir de então, entender que eles não regem coisa alguma, servem de orientação para que a gente enxergue o mais que é capaz.

Adiante. Que possamos estar abertos para ver e para ir além. Que nos reconheçamos como os agentes que transformam o mundo, que têm mentes para pensar nos melhores caminhos de se alcançar um objetivo. Que a gente trace objetivos da mesma forma com que corre atrás da linha do horizonte: quando se chega lá, sabe que ainda há muito mais caminhos a percorrer, paisagens a ver e lições a compartilhar.

Que a gente estenda a nossa ida. Não no sentido de adiar, mas de saber compreender as velocidades de todos aqueles que vão conosco. Aqui, a cada passo que se dá, as métricas que contam não são as convencionais: não é sobre quem é mais veloz ou quem gasta menos tempo. É sobre quem faz mais com as oportunidades que lhe são concedidas.

Que se saiba sim quantos quilômetros foram percorridos com os nossos próprios pés, porque são necessários, auxiliam, são, na palavra certa, complementares. Mas que, apesar disso, a gente nunca se esqueça de correr atrás das milhas que nos faltam para alcançar os progressos interiores: aqueles que nos conectam diretamente às essências de seguir, que vão ainda mais ao âmago que os limites físicos, que vão além, adiante e avante, sempre.

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

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