vivenciar.

Foto: ONG Reviva

Vida. Há tempos busco o significado de palavra tão curta e de tamanha força. Busquei dicionários e só encontrei por "existência, período que compreende o espaço de tempo entre o nascimento e a partida de um ser vivo". Não encontrei diretamente o que buscava

Por quê? Porque, no meu íntimo, o significado de vida é muito mais amplo e profundo, vai ao âmago e sobe à superfície para gritar que vida é o que a gente faz do tempo que temos: a vida é a porcentagem de aproveitamento dos sorrisos, das dores e das compreensões que adquirimos ao longo do caminho.

A vida vai sendo medida em quantos abraços a gente dá, de quantos sorrisos a gente se lembra, quantos episódios superamos, quantos passos a gente ainda tem para percorrer. É que, quão mais longe a gente vá, mais adiante vamos. Vamos além se entendermos que é necessário abrigar os bons sentimentos no coração para que neles nos abriguemos quando tudo parecer mais complicado.

A vida é a nossa infinitude particular. O nosso quadro de lembranças, de amores, de pulsações sempre felizes. A vida não é, de modo algum, espetáculo triste: aconteça o que acontecer, todas as soluções do mundo se guardam dentro de nós.

Na nossa crença no melhor, no positivo, no bem, na cura interior do abraço e do sorriso daqueles que puramente nos amam e nos deixam participar de suas peças de teatro. Somos coadjuvantes, participantes, mas também sabemos sempre ser protagonistas.

A vida, que lembremos sempre, é o nosso primeiro instrumento de mudança do mundo. A nossa primeira ferramenta, nossa tecnologia mais avançada, nossa inteligência mais requisitada. A vida é aquilo que nós escolhemos ser: e o amor é, de longe, o melhor combustível para aceitar o desafio e ver o que há em frente.

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

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