exercício.

Foto: João Calhado / ONG Reviva

Força. A força que nos eleva, impulsiona e possibilita está sempre ligada ao bem que transmitimos ao mundo. Das pequenas às maiores que fazemos, a força é a arte de aplicar os nossos corações aos sorrisos: os internos e os alheios. No que resulta de esforços, a gente também sorri. 

Que a gente trabalhe para modificar o mundo, sim. Mas que, antes disso, façamos um acordo conosco mesmos: estaremos sempre abertos a cada experiência que se convida para ficar por algum tempo que, desta vez, não se sela nem se encontra em contrato algum. Cada experiência é para por nossa bondade em exercício.

Cada experiência é, além de tudo, uma chance de que o nosso sorrir seja verdadeiro. Que a gente consiga se felicitar por enxergar menos egoísmo, menos indiferença. Cada obstáculo esconde em si duas faces: é preciso que a gente procure a que nos faz seguir em frente com um aprendizado na bagagem.

Como? Olhemos atentamente nos olhos do outro. No coração do outro, na gratidão que recebemos. E na que ofertamos ao mundo também: quanto nós agradecemos por, simplesmente, poder doar? A doação, além do apoio, significa a compreensão e a gratidão: é saber que temos tanto, mas nos falta tanto ainda e, ao compartilharmos, descobrimos que, o tempo todo, essa era a medida exata. 

Que a gente encontre os motivos nas tantas passagens da vida: no amor, num abraço, numa palavra de conforto, numa oportunidade de ajudar. Na pureza, nos gestos de carinho, nas menores coisas perante os olhos e maiores à medida que as aproximamos de nossas almas para guardá-las eternamente conosco.

Sejamos fortes. É preciso também força para compreender que os erros serão cometidos, que as faltas serão postas. Mas é preciso vontade para religar ao íntimo o acerto que não tarda quando tentamos, tentamos e tentamos novamente. Acertamos em algum momento. Certos os pontos, força para os próximos horizontes.

Ser forte não é carregar o mundo nas costas, mas abraçá-lo com todas as ações de que fala o nosso próprio coração. 

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

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