mãe.

Foto: Gabriel Munhoz / ONG Reviva

Mãe. Parece-me complicado descrever tamanha sensibilidade diante de tão pequena palavra. Mas é ao analisar de perto que consigo entender o porquê: fica mais espaço para amar.

Mãe gesta, sempre. É que, acima do ser, toda mãe, seja da forma que for, gera amor. E toda mãe nos vê nascer: nascemos para o mundo quando o coração bate mais forte, quando a emoção carrega pelo braço, quando tudo o que é bonito dentro de nós se aflora, cresce e desponta como a gratidão mais pura que já se pode conhecer.

Mãe é a escolha e a escola diária: é o ensinar a não desistir e a progredir sempre nas lições aprendidas. E escolhemos, somos escolhidos todos os dias para as permanências das vidas que se cruzam no nosso caminho: se ficam ou se vão, a mãe é a dose de amor que permanece de mãos dadas e de passos lado a lado.

Mãe é ser de coração uníssono: escuta o nosso íntimo como ao seu próprio. Mãe é extensão de ser, independente de tempo. É com quem a gente aprende, ama, com quem a gente verdadeiramente acontece. Mãe é quem nem sempre se apronte para ser, mas sempre esteja pronta para enfrentar.

Mãe, como ser, é o compartilhar da vida, o repartir do sentimento, o somar da experiência, o dividir das sensações. Mãe é conta complexa, mas mãe também é, mais uma vez, palavra curta — e de significado simples: na vida, a primeira e única que saiba traduzir exatamente o significado de incondicional.

Larissa Mariano

Texto escrito para a ONG Reviva (http://reviva.org.br) para a coluna Textos de Quinta

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